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REPOST - MUNICÍPIOS DAS BACIAS HIDROGRÁFICAS DOS RIOS CANOAS E PELOTAS DECRETAM SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA DEVIDO À ESTIAGEM

Publicado em 21/01/2020 às 09:13 - Atualizado em 21/01/2020 às 09:13

Os agricultores estão sentindo as perdas na produtividade das lavouras pela falta de chuvas aliado às temperaturas elevadas. Essa condição está levando alguns municípios inseridos nas bacias hidrográficas dos Rio Canoas e Pelotas a decretarem situação de emergência a nível estadual.

Conforme informações dos prefeitos os decretos de situação de emergência são importantes para que o município possa tomar atitudes e viabilizar meios para amenizar os prejuízos dos agricultores, principalmente nos períodos de pouca chuva.

Um dos primeiros municípios a decretar situação de emergência devido a falta de chuvas foi Celso Ramos, no início do mês. O cultivo de uva, moranga cabotiá, fumo e milho já registram prejuízos expressivos.

Com uma alta produção de uva, Celso Ramos vem se destacando no cenário da vitivinicultura, porém com a falta de chuva, alguns produtores precisaram antecipar a colheita, como destacou o produtor Ronaldo Carlos Bonamigo, morador da comunidade de Nossa Senhora do Caravággio numa área de 4,6 hectares, onde estima diminuir sua produção em 60% neste ano. Ele decidiu antecipar a colheita para evitar mais perdas.

Em Abdon Batista, o setor agropecuário sofre drasticamente com a falta de chuva. Conforme levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Agricultura, até o dia 10 de janeiro os prejuízos já somavam cerca de R$ 10 milhões aos produtores de fumo, grãos, gado de leite e de corte do município. O decreto de situação de emergência foi encaminhado para a Defesa Civil do Estado e a orientação é que os produtores que já registram prejuízos em suas propriedades procurem e informem as suas instituições financeiras de crédito sobre a situação. Se a falta de chuva persistir será necessário utilizar meios de racionamento de água, sendo que algumas propriedades do interior do município já sofrem com o desabastecimento.

Em Cerro Negro, o decreto foi assinado no dia 10 de janeiro. O setor rural do município teve várias perdas, especialmente nas lavouras de milho que também refletem em outras áreas como a produção leiteira e pastagens de verão. O município já apresenta, também, a falta de água para consumo humano e de animais em algumas localidades. Um levantamento mais detalhado está sendo realizado em todo o município, buscando avaliar os danos causados pela estiagem.

No município de Anita Garibaldi, o decreto foi assinado na manhã do dia 13 de janeiro e um levantamento para avaliar as perdas está sendo realizado em todo o município. O prefeito João Cidinei destacou que é importante que os produtores entrem em contato com as agências bancárias e comuniquem sobre o decreto de emergência, a fim da realização dos procedimentos para acesso a recursos que amenizem os prejuízos financeiros.

No município de Campo Belo do Sul, também contabilizou  as perdas, porém o município não decretou situação de emergência, ainda. Segundo informações do secretário de Agricultura, Macson Pucci, em parceria com a Secretaria de Obras, foi disponibilizado para a população atingida, três máquinas retroescavadeiras para tentar amenizar os problemas causados pela estiagem.

O SAMAE de Vargem pede à população que economize água por causa da falta de chuvas. As consequências da estiagem já refletem em perdas ao município e podem resultar em desabastecimento de água para a população.

Já no município de Campos Novos a decisão foi tomada no dia 15 de janeiro após reunião com representantes da área agrícola. O município é o maior produtor de grãos do Estado de Santa Catarina e o maior produtor de soja do estado. As perdas são milionárias.

A Secretaria de Agricultura realizou um levantamento dos prejuízos nos últimos dias que chegam a 20% no âmbito geral, para as culturas de milho, soja, feijão e na produção de leite. Em algumas regiões, as perdas nas culturas de milho chegam a 30%.

Segundo o secretário municipal de Agricultura “a cada 10 por cento de perda na lavoura de feijão, são R$ 40 milhões de prejuízo”.

Devido à falta de chuvas, a decisão de decretar Situação de Emergência tem o aval técnico dos representantes de cooperativas, Epagri e da Defesa Civil. Algumas propriedades rurais também registram falta de água.

No município de Vargem, assim como outros municípios das bacias hidrográficas do rio Canoas e Pelotas, os dados estão sendo levantados e assim que o município possuir dados concretos sobre a real situação será decretada situação de emergência.

Da mesma forma no município de São José do Cerrito, informou o Vice - Prefeito Moacir Ortiz (em exercício do cargo de Prefeito Municipal), em conversa com a consultora técnica da Apasc (entidade executiva do Comitê Canoas-Pelotas) no dia 16 de janeiro, “os dados estão sendo levantados e analisados para a decisão de decretar a situação de emergência ou não”. Nesta oportunidade também trataram sobre dos Instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos, previstos na Lei 9433/1997 e do Plano de Recursos Hídricos do Comitê Canoas-Pelotas.